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ÉTICA: A NOVA COMPETÊNCIA
PROFISSIONAL
por Yamara Melo
O mercado está exigindo dos
profissionais novas competências como diferenciais. Uma vez que as
pessoas tendem a atingir cada vez mais o mesmo nível de conhecimentos
técnicos, as competências comportamentais passam a ser destaque.
Rabaglio (2001) comenta que nas organizações, o profissional que
possua como meta uma carreira ascendente dentro da empresa, terá o
comportamento como um diferencial competitivo.
O conceito de competência envolve muito
além do conhecimento técnico isolado (o saber), atinge ainda as
habilidades (como fazer) e valores (a decisão em fazer, em que momento
fazer e a análise da situação como um todo para basear a tomada de
decisão no ambiente). Possuir competência é a condição para competir
no mercado de trabalho. Antigamente, dizia-se: “Quem não tem
competência, não se estabelece!”.
Há necessidade de comportamentos
compatíveis com suas atribuições, mas nenhuma característica positiva,
como bom humor ou criatividade, substitui uma postura ética. Nos anos
70 adotou-se nas organizações a fórmula do CHA (Conhecimento,
Habilidade e Atitude). Considerando essa equação, se um dos três for
nulo, o resultado final será competência zero. Parafraseando nossa
querida professora Roselúci Mafia: “você faz uma entrevista, no seu
currículo destacam-se vários Conhecimentos e Habilidades,
mas na hora de aplicar Ahhhhh! Cadê a Atitude?”.
Com o passar dos tempos, os conceitos
vão sendo aprimorados. Segundo o Consultor Eugênio Mussak, na
competência High Tech 2.0 deste século, o CHA vira CHAVE. E a chave da
competência ampliada é o acréscimo de duas letras, dois conceitos e
duas preocupações.
O ‘V’ representa Valores. Não
temos como incluir uma lista de valores na análise da qualidade dos
resultados de uma sociedade que se diz honesta, preocupada com o
futuro e sócio-ambientalmente responsável, mas que ‘na real’ vale o
ditado: “Faça
o que eu digo, mas não faça o que eu faço!”. Mussak indaga: De que
adianta produzir sem sustentabilidade, competir sem ética e conquistar
sem moral? Assim podemos dizer que só será líder aquele que produzir
sem ferir a ética, o interesse de todos.
O ‘E’ da CHAVE significa Entorno,
o ambiente onde a competência encontra as condições para ser exercida.
O único elemento que está mais fora do que dentro do indivíduo. Eis a
grande responsabilidade das organizações: formar indivíduos
competentes e fornecer-lhes o cenário para que atuem.
Essa visão estendida de competência
abre espaço para a construção de um futuro em que os resultados não
serão obtidos a qualquer custo, pois Ética profissional é condição de
empregabilidade. Então, poderemos dizer aos nossos jovens futuros
profissionais: “Quem não tem competência, não se enobrece!”, afirma
Mussak.
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