Julho/2010

Queridos Profissionais de Secretariado,

É com muito carinho e alegria que voltamos a publicar o jornal on line do Sindsemg, após mais de um ano sem publicações. Apesar de termos o site (www.sindsemg.com.br), identificamos o jornal como um instrumento que permite atualizar e informar sobre os diversos acontecimentos e realizações do sindicato.

Durante muitos anos sonhamos e idealizamos vários projetos para a classe secretarial de Minas Gerais, e alguns começam a acontecer: Belo Horizonte vai sediar o  XVII  Consec – Congresso Nacional de Secretariado em 2012, e vários outros eventos que você poderá conhecer através deste jornal.

Lendo o texto do meu amigo Chico, “Ideias e Ideais,” pude comparar e ver o trabalho do Sindsemg. São muitas ideias e ideais se concretizando, e é com vocês e para vocês que trabalhamos e fazemos acontecer.

Abraços,
Gabriela Diniz
Diretoria Sindsemg

SEMINÁRIO MINEIRO DE SECRETARIADO

O SINDSEMG apresenta a você uma atividade inusitada, surpreendente e de alto impacto:

CIRCO EMPRESARIAL

18 de setembro de 2010
Hotel Tauá – Caeté – MG
Reserve esta data e não perca este espetáculo!!!
Vagas limitadas.

CURSO

Na busca constante pelo desenvolvimento de atitudes pró-ativas na organização do trabalho; no desenvolvimento e incentivo à disseminação de uma linguagem padrão entre os funcionários, para o melhor atendimento aos clientes internos e externos, o SINDSEMG promove para os Profissionais de Secretariado:

Gestão das Práticas Secretariais

O curso será ministrado pela Professora Solange Giorni e tem como conteúdo programático:

- Profissionalismo: o novo significado da competência;
- Atendimento eficaz;
- Gerenciamento do tempo

Dia: 10 de julho (sábado)
Horário: 8h30 às 17h30
Local: Racco Eventos (Avenida Barbacena, 60 – Barro Breto – BH)

Para mais informações entre em contato pelo telefone: (31) 3295-1977.

Ideias e Ideais

Nada muda mais o mundo do que uma boa ideia colocada em prática. Já pensou o que seríamos hoje se um de nossos ancestrais, provavelmente cansado de arrastar pesadas toras de madeira ou caças, não tivesse a brilhante ideia de inventar a roda? Há quem diga que as melhores ideias são fruto de nossa preguiça. Mas verdade seja dita: o verdadeiro embrião das boas ideias é a necessidade. Nossos ancestrais inventaram a roda, a lança, o fogo e a agricultura porque precisavam dessas inovações para garantir a sobrevivência de suas tribos. Fosse a preguiça a causa de tanta evolução, trabalharíamos um dia e descansaríamos seis. Não é bem o que ocorre. Sempre precisamos de mais. Evoluir é – e sempre será -, uma necessidade humana.

Um bom exemplo do poder de uma ideia colocada em prática aconteceu em 1968, nas Olimpíadas do México. Na ocasião, um atleta americano chamado Dick Fosbury revolucionou o salto em altura. Fosbury foi contra a opinião de seus treinadores, desafiou os que não acreditavam na técnica que estava desenvolvendo e quebrou todas as convenções dos praticantes de salto em altura ao fazer algo impensável até então: saltar de costas. Foi assim que conquistou a medalha de ouro olímpico, quebrou o recorde mundial de salto em altura e revolucionou seu esporte. Em 1980, 13 dos 16 finalistas olímpicos lutaram pelo ouro olímpico usando uma técnica nova chamada “Salto Fosbury”.

Todos podemos ter boas ideias. Fazer com que elas saiam de nossas mentes e se transformem em algo real é o que diferencia o trabalho bem feito de um excelente trabalho. O homem do gênio. O gênio, que nada mais é do que aquele que sempre precisa de respostas para as perguntas que se revelam a cada nova descoberta.

As ideias mudam o mundo e o fluxo da história. Porém, melhor que mudar o mundo é ver as mudanças que podemos fazer na vida das pessoas que estão a nossa volta. Aquelas com quem convivemos no trabalho, com quem passamos nossos dias ou as que amamos a distância. Essa diferença sutil entre um bom fim e uma boa finalidade é a diferença essencial entre ideias e ideais. O mundo sempre precisará de boas ideias, mas elas só farão sentido quando estiverem cercadas por bons ideais.

Francisco Veiga Salgado (Editor)
Jornal Interno Pif Paf

PÁGINA DA VIDA

A secretária executiva Magaly Caruso, 55 anos, casada, dois filhos, deixou seus afazeres em Brasília, onde mora, para realizar um intercâmbio profissional em Gana. O plano era levar conhecimento técnico a secretárias locais, mas ela acabou se envolvendo em um projeto de inclusão escolar que fez o maior sucesso.

A África tem um quê de Nordeste. Quem é do Recife, como eu, sabe o que é passar por dificuldades sem perder a alegria. Fui a Gana em 2008 para ficar um mês e nunca mais me esqueci daquelas pessoas. A idéia era levar conhecimentos técnicos a secretárias da Câmara de Indústria e Comércio com a ajuda de uma ONG local. Mal sabia que aprenderia tantas lições de vida.

Quando me inscrevi como voluntária no Corporate Service Corps, projeto da IBM que envia profissionais a países em desenvolvimento, concorri com mais de 5 mil funcionários de todo o mundo. Entre os 110 selecionados, enviados a 33 países, havia só 3 brasileiros, e eu estava entre eles. A meta do meu grupo, com dez membros, era desenvolver projetos que aplicassem a tecnologia da informação à economia local. Mas, ao visitar comunidades rurais, percebemos que, embora as indústrias oferecessem escolas aos filhos dos trabalhadores, poucas crianças estudavam. Como, se elas não tinham roupas nem comida?

Ali, ganhamos um novo desafio: convencer as empresas a traçar um plano de inclusão escolar que fornecesse também uniforme, transporte e merenda para a garotada. Nosso maior trunfo foi mostrar aos empresários o retorno que ações desse tipo dão à comunidade. Conseguimos. Naquele ano, a frequência dos alunos aumentou 25%! Acredito no poder transformador da educação, pois ela foi fundamental para chegar onde estou. Tinha 31 anos de empresa quando me tornei secretária executiva. Falo quatro idiomas e estou na terceira pós-graduação. Na África, ficamos três dias sem água e sem energia. Nessas situações extremas, passamos a valorizar o que importa. Para mim, é manter viva a relação entre as pessoas e a vontade de aprender.

Reportagem Melissa Diniz
Página da Vida
Revista Cláudia – maio 2010.

ARTIGO

O que os executivos buscam nos profissionais

É comum ouvir no mercado que falta gente qualificada para preencher as vagas abertas nas empresas.

“Quando se fala de profissionais realmente bons, com experiência, capacidade de liderança, as ofertas são poucas”, diz Renata Lindquist, da consultoria de busca de executivos Mariaca, com sede em São Paulo, confirmando uma percepção que assombra as companhias que têm plano de expansão.

Alguns requisitos básicos, como falar inglês fluentemente, ter cursado uma faculdade de renome e mostrar experiência na área em que se deseja atuar abrem portas, mas não são imprescindíveis em todos os mercados.

Na verdade, o currículo essencial muda de acordo com a empresa. “As companhias vão precisar de gente ambiciosa, com visão interdisciplinar, que dialogue com outras áreas além da sua, pensando na organização como um todo”, diz Gilvan Delft, diretor da consultoria de busca de profissionais Page Personnel, com escritório em São Paulo.

Como as principais operações das organizações em expansão continuam sendo as internacionalizações, fusões e aquisições, é importante lidar e ter experiência com diversidade cultural.

As características pessoais – e a prova de que um profissional usou o que sabe a seu favor para conseguir sucesso —, portanto, são mais importantes do que formação impecável, principalmente quando se trata de gente com alguns anos de experiência.

“Comprometimento e flexibilidade, por exemplo, são habilidades que não se coloca em currículo, mas que avaliamos durante as entrevistas”, diz Gisleine Camargo, gerente da KPMG, consultoria de gestão de São Paulo.

Entrevistamos executivos de empresas de tamanhos e mercados diversos e fizemos a eles a mesma pergunta: “o que um profissional precisa para ser considerado qualificado”?

 

PAULO BASÍLIO - Diretor superintendente da ALL, companhia de logística, do Paraná

“Formação boa é valorizada, mas não mais que atitude e vontade de crescer rapidamente. Esse é o perfil que buscamos. Costumo perguntar pelas decisões que um profissional tomou na vida, vejo se ele arriscou, se aceitou fazer algo diferente no trabalho ou em outras áreas que demonstrem sua ousadia.”

 

LUÍS DELFIM - Presidente da Guararapes, representante da Coca-Cola, de Pernambuco

“Não esperamos que um profissional esteja pronto, pois investimos em formação. Mas ele tem de mostrar que se atualiza em relação ao mercado e ao mundo. Se está na área comercial, o que tem feito para vender mais? Ele está a par das novas tecnologias? Como faz para prever tendências? Valorizo qualidade nos resultados, mais do que quantidade.”

 

GUSTAVO DIAMENT - Vice-presidente de marketing da empresa de telefonia Nextel, de São Paulo

“Tem de ser inconformado com o que há na empresa e mostrar resultados que demonstrem que saiu do lugar-comum. Também é importante construir relações colaborativas em todos os níveis da corporação para resolver os problemas. Inglês é essencial, experiência é importante. Mas competências técnicas podem ser aprendidas.”

 

RODRIGO CASERTA - Vice-presidente de estratégia de mercado da Totvs, empresa de TI, de São Paulo

“Precisamos de gente que traga ideias ousadas. Alguns cargos pedem conhecimento técnico, mas é mais importante a capacidade de liderança, mesmo que seja sobre pessoas de outras equipes: nossos resultados são medidos pelo desempenho de outras áreas. Quem cursou MBA nos Estados Unidos ou Europa ganha pontos — demonstra que se preparou e foi dedicado”.

 

DELI MATSUO - Vice-presidente de recursos humanos do Google, de São Paulo

“Queremos gente que se destacou ao longo da vida, que se esforçou para estar entre os melhores na escola, no time, na comunidade ou numa ONG. Tem de ter relevância em alguma área. É uma atitude, mais do que formação ou experiência.”

 

SANTUZA BICALHO - Vice-presidente do Student Travel Bureau, empresa de intercâmbio, de São Paulo

“Queremos gente para o varejo, e por isso é bom ter visão generalista e formação idem, como administração ou comunicação. Pode incluir uma pós-graduação. Quem estudou ou trabalhou no exterior conhece outras culturas, o que importa em nosso negócio. Inglês tem de ser fluente.”

 

GUSTAVO CHICARINO - Diretor de estratégia da rede Accor, de hotelaria e serviços, de São Paulo

“Fico atento ao comportamento. Estudar fora do país é importante, pois amplia os horizontes, mas ganha relevância se a pessoa fez isso por si mesma, se preparou financeiramente, foi organizada. Saber ouvir e trazer informação nova também é essencial, embora não esteja no currículo.”

 

Fonte: http://info.abril.com.br

XVII CONSEC

CONSEC - Congresso Nacional de Secretariado é o evento nacional promovido pela classe, que acontece a cada dois anos. Este ano ele foi realizado na cidade de Fortaleza, no período de 26 a 30 de maio e teve como tema central “A profissão de Secretariado e os impactos no mundo dos negócios”.

O evento contou com a participação de aproximadamente 1.200 profissionais, não só do Brasil, como também do exterior. Minas Gerais esteve presente com uma delegação composta de 42 profissionais de secretariado que tiveram a oportunidade de ampliar conhecimento, fortalecer o networking e trocar experiência sobre a profissão.

A diretoria do SINDSEMG estava representada pela presidente Berenice Nogueira e pelas diretoras Fátima Soares, Gabriela Diniz e Maria Emilia Siqueira.

Com muita alegria, o SINDSEMG foi apresentado pela Fenassec aos participantes como o sindicato que realizará o XVIII CONSEC – Congresso Nacional de Secretariado e o VII SIMISEC – Simpósio Internacional de Secretariado, que acontecerão em 2012, tendo como tema central: “Universo do Profissional de Secretariado em Mercados Interconectados e Globais”.

Para a apresentação de Belo Horizonte – MG como sede dos eventos e para a apresentação do programa, o SINDSEMG contou com o apoio e a participação do Convention & Visitors Bureau.

Minas também foi destaque no trabalho científico:

Nos artigos científicos apresentados no XVII CONSEC Minas Gerais ficou em 1º lugar.

Fátima Soares, professora do Curso Tecnologias em Secretariado da Newton Paiva e diretora do Sindsemg e a mestra Maria Alice de Moura, secretária executiva da presidência do BDMG foram as vencedoras com o artigo “ Competências baseadas em comportamento de entrega e modelo de carreiras Proteano: Desafios para os Profissionais de Secretariado”.

O artigo foi apresentado no CONSEC pela professora Fátima Soares no dia 28/05.

DICA DE PORTUGUÊS

Na última edição do jornal “ Sindsemg em ação” publicamos uma dica de português na qual constava a frase:

“ Muito obrigados por tudo”.

E a partir dessa frase novas dúvidas surgiram. Segue então uma nova dica de Português:

Embora correta, é uma expressão pouco usada. É perfeitamente correto você dizer, no caso de um sujeito que seja plural (nós): ficamos muito obrigados por tudo - ou - ficamos muito obrigadas por tudo (no caso de mulheres).

Claro que se um indivíduo agradecer em nome de um grupo, ele dirá: "muito obrigado" em nome de todos, mas a expressão "ficamos muito obrigados" guarda o sentido de "ficamos devendo uma obrigação pelo favor recebido", "ficamos obrigados a uma retribuição".

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